Metodologia

Desenvolvimento assistido por IA sob direção humana

Ferramentas de IA escrevem muito código, e rápido. Se esse código funciona, se é honesto sobre os próprios limites e se dá para manter depende de quem dirige as ferramentas. Esta página descreve como essa direção funciona aqui.

O que isto não é. O método está escrito no repositório público AI Coordinator Portfolio, que reúne playbooks, definições de papéis, modelos de prompt e registros de decisão. Ele não contém runtime de agentes, agendador nem serviço de orquestração, e não executa nada sozinho. É um método, não uma plataforma nem um produto.


  1. Uma pessoa é dona do objetivo

    Guilherme define o objetivo, as restrições e os pontos de aprovação, e dá o aceite final. Escalonamentos e decisões vão para ele.

  2. O problema vira critério verificável

    Cada ciclo começa com um briefing: problema, público, restrições, o que já existe e uma definição de sucesso observável. Dele saem de 5 a 10 critérios de aceite do tipo passa/não passa, com o que está dentro e fora do escopo por escrito.

  3. O trabalho é distribuído por papel

    Produto, Código, QA, Docs e Comercial são papéis. Cada um pode ser ocupado por uma pessoa, por uma ferramenta de IA supervisionada ou pelas duas, e cada papel tem um artefato mínimo a entregar ao seguinte.

  4. Toda passagem de bastão é escrita

    O handoff registra o que foi entregue, o que está pendente, quais critérios validar agora, como verificar (comandos e passos) e os bloqueios.

  5. O resultado é inspecionado, e recusado quando preciso

    O QA devolve bugs reproduzíveis. Trabalho fora dos critérios não é aceito. Diante de ambiguidade (duas versões de um projeto, fonte faltando, conflito de branch), o trabalho para naquele item e a dúvida é relatada, sem chute.

  6. Só conta o que foi executado

    "Relatar apenas checagens efetivamente feitas e resultados efetivamente observados" (tradução nossa de "Report only checks actually performed and results actually observed"). Um teste só conta como aprovado depois de rodar, e o comando vai para o registro. Este site segue a mesma regra: cada número aqui aponta para um log de teste, um registro de CI ou um documento citado do repositório.

  7. Ações irreversíveis esperam o dono

    Apagar branches ou releases, mudar visibilidade ou licença, reescrever histórico e mexer em segredos exigem aprovação explícita do dono.


Exemplo aplicado

GitHub & Project Estate Consolidation: auditoria e consolidação, por iniciativa própria, da conta do GitHub e do workspace do próprio Guilherme. Agentes de IA fizeram o inventário, as comparações, as varreduras, as edições e os rascunhos de relatório; Guilherme tomou todas as decisões de visibilidade, licença, marca e projetos ambíguos. A varredura de segredos no histórico de 41 repositórios teve 0 ocorrências. Um merge que conflitava com trabalho mais novo de uma sessão paralela foi abortado em vez de forçado. Não foi trabalho pago para cliente.

→ github.com/lughlammas/ai-coordinator-portfolio/blob/main/case-studies/github-project-estate-consolidation.md

O que não afirmamos

Não há números de produtividade, velocidade ou qualidade para este método. Ele define um processo; sozinho, não prova que algum produto passou no QA.

→ Leia o método

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